A Paradressage em Portugal
2011-11-08 1:04 amAna Isabel Mota Veiga, cavaleira de Paradressage no Grau 1a, partilha com os leitores uma reflexão na primeira pessoa sobre a realidade da competição na disciplina de Paradressage a nível nacional.
por: Ana Isabel Mota Veiga
A paradressage é a vertente de competição da equitação terapêutica e que vem permitir que pessoas com diversos tipos de incapacidade motora entrem no mundo da competição.
Para permitir um julgamento mais justo das provas os cavaleiros da paradressage, antes de começarem a competir, são avaliados por um avaliador que determina o grau no qual cada cavaleiro deve competir.
Neste momento existem 5 graus. O grau I encontra-se subdividido em grau Ia e grau Ib, o grau II, III e IV. Sendo que no grau Ia estão as pessoas com maior grau de deficiência motora, e no grau IV encontram-se os cavaleiros com menor grau de incapacidade.
No grau Ia as provas são executadas a passo. Apenas na kur é permitida a realização facultativa de trote. No grau Ib e II o cavaleiro já tem provas a passo e trote. Nestes 3 graus é permitido que o treinador monte o cavalo no aquecimento das provas.
No grau III e IV os cavaleiros têm de executar exercícios nos 3 andamentos do cavalo. Nestes dois escalões não é permitido ao treinador montar o cavalo no aquecimento.
É impossível julgar em conjunto, e de forma justa, provas de graus diferentes. As provas dos diferentes graus não são comparáveis…tal como não são comparáveis as limitações dos cavaleiros dos diferentes graus. Não quero com isto dizer que as provas de um grau são mais fáceis e menos meritórias que outras. Apenas que não há comparação possível.
Ora em Portugal os diferentes graus competem entre si. Porquê? Não sei. Será porque existem poucos cavaleiros de paradressage; ou será uma tentativa de criar competitividade entre os vários concorrentes, não sei. O que sei é que esta situação leva a um sentimento de frustração e injustiça!
Pelo que me tem sido dito, há alguns anos atrás, quando eram poucos os cavaleiros de dressage, as provas dos diferentes graus sempre foram disputadas separadamente.
Se nunca misturaram provas de diferentes graus na dressage porquê faze-lo na paradressage?
Em todas as provas internacionais de paradressage os graus são julgados separadamente. Seria desejável que, de futuro, em Portugal se seguisse o exemplo de países com mais experiência na paradressage. Esse é, sem dúvida, o caminho para uma competição mais justa e equilibrada!












