Equitop | Centro Hipico
O Centro Hípico Equitop, em Oeiras, comemora este ano 17 anos de existência.
A Equitop tem a sua formação apoiada nos princípios, regras e métodos da mais moderna pedagogia equestre, sendo todo o ensino personalizado, de forma a obter o maior rendimento dos alunos.
A filosofia de trabalho da Equitop não se resume apenas em contemplar um horário para as lições, mas sim em estruturar uma plataforma de aprendizagem coerente e assente numa racionalidade focada no objectivo de fazer sempre bem e querer ainda melhor, tal como nos disse o seu responsável técnico Camilo Borges. Esta filosofia, aliada a um forte espírito de família e equipa, faz com que a Equitop seja um lugar de excelência para a prática desta modalidade que requer muita Disciplina e trabalho. Jaime Homem de Sá, Cavaleiro na Equitop há 15 anos e que, tendo-se iniciado no volteio, se encontra agora a competir em Grande Prémio, diz-nos a esse respeito: “Tenho grande vontade e determinação em evoluir, pois tenho a certeza que a chegada ao nível máximo como cavaleiro é muito enriquecedor e mais que tudo muito gratificante. Muitas vezes as coisas não correm como nós achamos que têm que correr, correm mal e acho que a receita é, única e exclusivamente, trabalho. Não passa por mais nada; é persistência e trabalho. Trabalhar muito, treinar cavalos e ter um bom treinador, acho que isso tem sido essencial para a minha aprendizagem.
O meu treinador desenvolveu comigo uma relação de grande amizade e acho que isso foi muito importante. É mais uma motivação, termos pessoas amigas nos sítios onde montamos. Se um picadeiro, para além de um centro de treino, for também um espaço de convívio, é óptimo sobretudo para as camadas mais jovens.”
Além de muito querer e muita disciplina, existe um factor que é primordial para que o sucesso seja alcançado, nomeadamente cavalos que possibilitem uma boa aprendizagem, que sejam fáceis nos exercícios e que tenham um elevado grau de ensino. Nesse sentido, Camilo Borges tem tido uma extrema preocupação em manter cavalos com esse grau de ensino, tarefa que de fácil nada tem, pois com a constante evolução desta modalidade em Portugal a procura de cavalos ensinados é cada vez maior e ainda não existem assim tantos cavalos que garantam que aqueles que são os chamados “school masters” sejam mantidos nos centros hípicos a favor da formação.
Indiscutivelmente, é necessário ter bons profissionais e cavalos que nos ajudem num centro hípico, mas no entanto ter cavalo próprio é indispensável quando se pensa levar o desporto mais a sério. Na opinião de Jaime Homem de Sá este é apenas o ponto de partida: “Há muitos jovens que têm muito jeito e não passam das aulas de picadeiro, uma vez que é normal nestas aulas os cavalos não serem dotados de grande ensino. Ter cavalos bem ensinados e só dar aulas é um investimento muito caro. Quando se pode ter um cavalo próprio, é um grande passo para que o cavaleiro possa evoluir.” A pensar nas dificuldades que os mais jovens têm em ter cavalo próprio, Jaime Homem de Sá patrocina, com dois dos seus cavalos, dois jovens cavaleiros que agora se iniciam. Este é o verdadeiro espírito de equipa e de família promovido na Equitop.
Após muitas aulas, muitas horas, muitos estágios e muitas poules internas, é tempo de alargar horizontes. Com esse intuito e visando já a época de 2010, a Equitop começa já a preparar a sua equipa de estreantes cavaleiros na competição em poules exteriores, CDN| CDE´s.
DP testemunhou, sentiu e viveu nos dias 14 e 15 de Março nas Poules da Qta. Da Marinha em Cascais, que o espírito de equipa não se traduz apenas dentro de portas; este clima de entreajuda, companheirismo e muita boa disposição entre Pais, Alunos e Profissionais da Equitop, é intrínseco.
Miguel Castelo com 11 anos é o primeiro a entrar em pista logo de manhã com “For Sale”; chega com a mãe, Rita Costa Castelo, um exemplo de suporte familiar.
Rita Costa Castelo confessa-nos que o Miguel é um rapaz muito responsável, razão pela qual lhe ofereceram um cavalo e que foi uma mais-valia para a sua construção como pessoa, pois desde então o Miguel encontra-se mais confiante, mais responsável e continua um excelente aluno.
Miguel Castelo antes da prova sente-se muito ansioso, mas encontra-se rodeado por todos os seu amigos, a Mariana, a Rita Sales, a Rita Araújo, a Margarida, a Carlota, a Teresa Araújo, a Carlota e o José Pedro que o vieram ajudar e apoiar. Todos eles são alunos da Equitop e também aguardam a sua vez para se estrearem, mas enquanto isso não acontece vêm ajudar e ver como é, ganhando ainda mais alento e vontade para as duas aulas que têm durante a semana.
Mas há outro Miguel que também se estreia, Miguel Rico, sempre muito concentrado na preparação do seu cavalo com a ajuda da Vanessa Marques, cavaleira mais velha mas também estreante este ano. Revela-nos que ” o ensino, particularmente, incute-me disciplina e rigor. Acho que é muito importante desde pequeninos aprendermos estes valores e termos responsabilidade também, pois afinal estamos a tratar de um ser vivo.”
Para os cavaleiros mais velhos como o caso do Jaime e da Vanessa, estudantes do Ensino Superior, a tarefa de prosseguir com este sonho é acrescida, mas ambos assumem que “Quando queremos fazer uma coisa de que gostamos temos que saber conciliá-la”.
Jaime frisa ainda que “A escolaridade é o mais importante de tudo. Para montar e ter bons cavalos, é preciso ter algum dinheiro por isso temos que trabalhar e sem estudos isso é impossível.”
Todos estes momentos estão presentes na nossa Galeria | Em Treino, onde poderá constatar toda esta empatia e boa disposição.










