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Considerações sobre 2009 | Expectativas para 2010

2010-04-15 12:00 am

Que balanço fazem os nossos cavaleiros de 2009? Que expectativas para têm para 2010? Alguns cavaleiros partilham as suas considerações, desejos e críticas. É tempo de balanço. Há que traçar novos objectivos, renovar as esperanças e lutar por mais.

Por: Maria Elyseu e Gonçalo Soares

Parece ser unânime a ideia que 2009 foi um ano que encerrou com saldo positivo para a Dressage em Portugal e para os cavaleiros da modalidade. Mais pessoas a competirem, mais competições, melhores resultados e alguns feitos históricos, ajudam a que as expectativas para 2010 estejam num patamar elevado.

Para Maria Moura Caetano, o ano transacto foi muito importante a nível pessoal, participou pela 1ª vez num Campeonato da Europa de Seniores e acredita que a modalidade subiu uns degraus no reconhecimento público. Este ano o cavaleiro Daniel Pinto irá começar a pensar nos Jogos Olímpicos de 2012, e acredita que com os bons resultados obtidos no Campeonato da Europa por Equipas, esse sonho será possível. Ainda que faça um balanço positivo de 2009 afirma que “é preciso que os cavaleiros se apercebam que há outros níveis internacionais” e que a criação de equipas nos diferentes escalões só pode vir a traduzir-se numa maior noção de identidade.

Quanto ao desempenho das entidades reguladoras e gestoras da modalidade a nível nacional (FEP, APD, Seleccionador Nacional) as opiniões são diversas. Se por um lado há o parecer que estas fazem o que está ao seu alcance para contribuírem para o desenvolvimento da modalidade em Portugal, há também a sensação que se pode fazer mais e melhor.

A cavaleira Maria Amaral sugere “a atribuição de um Prize Money para motivar cavaleiros e criadores”, reforçando a importância da atribuição de mais incentivos e apoios aos participantes da modalidade. Quanto ao desempenho do Seleccionador Nacional, Maria Amaral defende que a melhoria das várias selecções é o reflexo do bom trabalho executado.

Os cavaleiros Joaquim Pontes, António Vale e Daniel Pinto são unânimes na opinião de que é preciso maior apoio por parte das entidades. Para Joaquim Pontes, o apoio tem que ser tanto ao nível financeiro como na organização, por outro lado, António Vale acredita que “faltam acções que capitalizem as entidades, o deporto, os cavaleiros e os criadores”.

Daniel Pinto aponta a falta da assessoria de imprensa da Federação como uma grave lacuna. O cavaleiro defende que “é inadmissível que um feito histórico como o do resultado nos campeonatos da Europa, não seja notícia num jornal nacional, ainda mais grave é o espectacular resultado da Mafalda Galiza Mendes na Taça do Mundo de Young Riders, onde conquistou uma medalha de bronze”, “a visibilidade da modalidade não depende só das verbas necessárias à mesma. É preciso que se construa um projecto de ajuda mútua” , diz Daniel Pinto.

Gonçalo Carvalho lamenta o facto de a Federação não ter ainda uma estrutura montada “com treinadores e seleccionadores para diferentes escalões com treinos periódicos”.

Quanto a sugestões com vista ao desenvolvimento da modalidade no país, o parecer geral é o da necessidade de maior cooperação entre as várias entidades, bem com os cavaleiros e os criadores. Um maior empenho de todos na formação das equipas nacionais, uma maior rotatividade dos cavaleiros a nível internacional, mais apoios e incentivos resultarão na exaltação da modalidade.

O ano de 2010 inicia-se assim com expectativas elevadas.

Entrevistas foram realizadas entre os meses de Janeiro e Fevereiro de 2010.