Estágio com Mariette Whitages | Academia de Dressage
2009-05-05 7:11 pmA Dressage Portugal teve a oportunidade de acompanhar parte das clínicas que decorreram no primeiro dia, e aproveitou para ouvir o ponto de vista de Mariette Whitages sobre a evolução dos cavaleiros e cavalos Portugueses
.
Mariette Witthages esteve nos passados dias 01, 02 e 03 de Maio na Academia Dressage a propósito de mais uma clínica de ensino.
Ao longo dias os cavaleiros puderam aprender e aperfeiçoar técnicas com a Juíza FEI “o”.
A Clínica de Estágio contou com, o olímpico Daniel Pinto, com o cavalo Galopin; Manuel Veiga com Quinteiro da Broa; Maria Castro Pereira com Umandi; Renato Cunha com Biebabeloeba; João Moreira com Artacus das Salgadas (na foto); Marta Moreira com Talentoso e Bois Pommier; Ana Meyer com Subúrbio; Ana Barbosa com Rastilho; e finalmente com Pedro Mendes e o cavalo Sheriff.
Não fugindo a edições anteriores, o Feedback dos participantes foi mais uma vez extremamente positivo.
Fonte: Academia de Dressage Portugal
Mariette Whittages (MW) acedeu, amavelmente, a partilhar a sua visão geral sobre os cavaleiros e cavalos portugueses bem como da sua abordagem ao ensino.
DP – Costuma estabelecer um nível de quitação mínimo para os cavaleiros que se inscrevem nos seus estágios?
MW – Sim, normalmente existe um nível mínimo, mas neste momento tenho alguns cavaleiros que estão a recomeçar do “zero”. Por exemplo, tenho um cavaleiro que perdeu a confiança devido a uma queda grave e que me pediu para participar. Fiquei abismada com o seu progresso desde o último estágio. Trabalhar com este género de situações é também muito gratificante.
Também gosto muito de ensinar o nível básico, pois mesmo um cavaleiro de Grande Prémio tem que por vezes, para resolver alguns problemas, regressar aos ensinamentos básicos. Nos cavalos sempre temos que regressar ao trabalho de base.
DP – Como avalia a evolução dos cavaleiros portugueses desde que visita Portugal para leccionar nos estágios?
MW – Eu tenho acompanhado os cavaleiros que vêm aos estágios, mas também aqueles que participam em competições internacionais. Devo dizer que nos últimos anos houve um grande progresso. Os cavalos melhoraram muito.
DP – Como vê o desempenho do cavalo Lusitano face às outras raças que com maior frequência surgem nas competições de alto nível?
MW – A resposta para essa questão é o facto de termos tido sete cavalos Lusitanos nos Jogos Olímpicos. A raça Lusitana mudou tremendamente, e está a afastar-se do antigo modelo do cavalo criado para tourear. Actualmente encontramos cavalos com excelente trote e um passo muito bom.
DP – Que conselho deixa aos jovens cavaleiros que gostariam de progredir para competição?
MW – É muito importante estabelecer bem os conhecimentos de base para que a progressão depois aconteça de forma mais rápida, pois na generalidade os problemas resolvem-se regressando ao trabalho de base.
Quinta da Pataca, Arruda dos Vinhos, 01 de Maio de 2009
Foram mais três dias de ensino recheados de enorme vontade em atingir níveis elevados de técnica, sem esquecer o convívio entre os cavaleiros, que já é um dado adquirido.
Foram mais três dias de ensino recheados de enorme vontade em atingir níveis elevados de técnica, sem esquecer o convívio entre os cavaleiros, que já é um dado adquirido.













