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WEG | Daniel Pinto e Galopin de La Font um percurso de sucessos.

Daniel Pinto e o garanhão de pelagem negra Galopin, são uma das imagens de marca da dressage portuguesa e do cavalo lusitano no Mundo. Tendo marcado presença nos Jogos Olímpicos, Campeonatos do Mundo, Europeus e inúmeros concursos internacionais onde obtiveram destacados resultados com uma regularidade invulgar. Convidamo-lo a saber mais sobre a história deste conjunto.

Texto e fotografias: Ana Escoval

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Daniel Pinto, hoje com 43 anos, entrou no mundo dos cavalos pela mão de seu irmão Carlos Pinto, também cavaleiro internacional de dressage. Como o próprio refere, tinha por volta de 7 anos e o meu irmão Carlos, que me tinha que levar para a escola, levava-me para o picadeiro”. Falamos do picadeiro de Fernando Ralão, no Lumiar, onde se iniciaram vários dos principais cavaleiros portugueses da actualidade.

“O meu irmão Carlos foi o meu primeiro professor e foi com ele que fui para o mundo da competição”. Ainda em Portugal também teve como mestre Luís Valença Rodrigues e mais tarde, já no estrangeiro, o alemão Jan Bemelmans com quem trabalhou durante 4 anos.

Com cerca de 16 anos decidiu ir para fora do país pois queria dedicar-se ao ensino e à competição, e optou por seguir o conselho do seu irmão que entretanto já tinha saído de Portugal. Depois desta experiência, regressa aos 19 anos e inicia a sua carreira competitiva a nível nacional, optando novamente pelo estrangeiro em 1992.

Daniel elege 4 cavalos que marcaram a sua carreira. A égua trackener Mariensonne com que se estreou numa competição internacional; Papillon com quem disputou o Campeonato da Europa em 1995; Weldon Surprise 2 com quem marcou presença em 2 Mundiais, 2 Europeus e 1 Olímpiada; e por fim a sua actual montada Galopin de la Font.

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Galopin, neste momento, regista um magnífico palmarés de resultados em competições internacionais. Agora em Kentucky terá a segunda participação em Jogos Mundiais, depois dos Jogos de Aachen em 2006, para além de uma vitória na Final da Taça do Mundo em Las Vegas em 2007, a participação nos Jogos Olímpicos de Beiijing em 2008 e nosCampeonatos Europeus de Windsor em 2009.

Em 2002, Daniel Pinto, regressa a Portugal com uma clara motivação – “já tinha feito uns Jogos Olímpicos com um cavalo alemão, vou tentar com um lusitano” e foi esta demanda que o levou a encontrar Galopin, na sequência de um convite feito pelo criador francês Silvayn Massa para ir a sua casa conhecer os seus lusitanos.

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Galopin tinha na altura 9 anos de idade e umas bases sólidas de ensino que permitiram uma rápida progressão a nível de competição, no entanto, foi a sua personalidade e comportamento que chamaram a atenção de Daniel.

No momento em que visitava as boxes de Sylvain Massa, Galopin seguiu atentamente o grupo de visitantes, mostrando-se irriqueto e tentando chamar a atenção. Este comportamento cativou Daniel e continua a ser uma das suas características que o cavaleiro destaca “o querer agradar”, referindo também “tinha noção que ele não era um super super cavalo, mas era bonito e correcto e tinha a capacicade de mostrar bem as qualidades da nossa raça, e acreditei nele.”

Aos 16 anos Galopin “está sempre pronto para trabalhar, parece que tem 7 ou 8 anos e está cada vez melhor, sempre com vontade de trabalhar e dar prazer ao cavaleiro”.

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Daniel e Galopin encaram a participação em Kentucky com maturidade e serenidade, “nós temos bastante experiência e vamos tentar fazer uma prova sem erros e tentar arriscar mais”. Galopin ganhou muita experiência nos ultimos 4 anos, desde os ultimos Jogos Mundiais, e acho que “vai ser um cavalo chave na equipa”.

“Portugal tem a melhor equipa de sempre e acho que vai ser uma boa prestação, mas não podemos ter grandes euforias.”

Daniel Pinto refere ainda que espera que Galopin alcance médias a rondar os 63 a 65% tendo em conta a sua vasta experiência em competições internacionais, mas há que ter em conta que por vezes nestas competições existe tendência para penalizar os cavaleiros portugueses e o cavalo lusitano.

Os Jogos Equestres Mundiais serão possívelmente a última competição de grande nível para o conjunto Daniel Pinto e Galopin, que irão continuar juntos na sua morada habitual a Academia de Dressage Daniel Pinto, na Arruda dos Vinhos.

A Dressage Portugal faz votos para que Daniel e Galopin se mostrem no seu melhor nestes Jogos Mundiais.

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