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WEG | Gonçalo Carvalho e Rubi, um percurso para a vitória.

Gonçalo e Rubi são um dos conjuntos mais emblemáticos da dressage portuguesa, seja pelos bons resultados obtidos nacional e internacionalmente que lhe valeram a selecção para os Jogos Equestres Mundiais e a melhor posição para um cavaleiro português no ranking da Federação Equestre Internacional, mas também pela forte presença em pista que emociona o público que tem acompanhado a evolução deste conjunto ao longo dos anos, tanto no desporto como na arte equestre. Saiba mais sobre o percurso de Gonçalo e Rubi e das suas expectativas para os Jogos Equestres Mundiais.

Entrevista, texto e fotografias por: Ana Escoval, excepto as identificadas.

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Actualmente Gonçalo Carvalho Conchinhas e Rubi ocupam a 90ª posição no ranking da Federação Equestre Internacional com a data de 31 de Julho de 2010, elaborado com base nos resultados de concursos internacionais realizados desde 01 de Agosto de 2009. Desde essa data somaram-se mais duas estrondosas vitórias no concurso internacional de Vidauban, em França onde obteve a 1ª posição no Grande Prémio com 68,681% e no Grande Prémio Especial com 70,042%.

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2010 foi sem dúvida um grande ano para Rubi e Gonçalo, cuja carreira competitiva a nível internacional finalmente se consolidou fruto do trabalho consistente que os dois têm feito ao longo dos anos e que muito contribuiu para que Rubi fosse adquirido à Fundação Alter Real pela francesa Christine Jacoberger, que desde então tem proporcionado ao conjunto todas as condições para se apresentar ao mais alto nível. Gonçalo e Rubi gozam agora de uma “estabilidade e tranquilidade enorme” que foi decisiva” para a prossecução dos seus objectivos..

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É já longo o percurso em conjunto de Gonçalo e Rubi, que surgiu casualmente na vida de Gonçalo da mesma maneira que a modalidade de Ensino surgiu na vida dos dois.

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A equitação entrou muito cedo na vida de Gonçalo Carvalho, hoje com 28 anos, pela mão do seu avô materno Abel Carvalho, que durante muito tempo foi braço direito do mestre Nuno Oliveira. Ainda durante a infância viu-se obrigado a interromper esta actividade devido a episódios de asma mas na adolescência, com cerca 15 anos e às escondidas dos pais, decidiu voltar a dedicar-se a essa paixão, primeiro com uma curiosidade pela tauromaquia e seguidamente pela equitação de trabalho, que acabou por nem sequer chegar a experimentar.

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Nesse percurso conheceu vários mestres e cavaleiros que o influenciaram: Eduardo Sobral, Inês e Alberto Conde, e após o desaparecimento da grande influência que foi o seu avô Abel, começou a trabalhar com João Pedro Rodrigues que o tem acompanhado desde essa altura e através do qual entra na Escola Portuguesa de Arte Equestre (EPAE) em 2001, e ainda com o cavaleiro Pedro Torres.

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A partir desde momento Gonçalo começa a trabalhar por conta própria e já com Rubi, continua a sua a sua progressão como cavaleiro com Miguel Ralão Duarte, e mais recentemente com Carlos Pinto e a finlandesa Kyra Kyrklund que se encontra a dar apoio técnico à equipa portuguesa que irá aos Jogos Equestres Mundiais.

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É com a entrada na EPAE que se dá o encontro com Rubi. Ao fim de 5 meses na Escola surgiu a hipótese de escolher entre dois poldros que estavam disponíveis e Gonçalo optou por Rubi, na altura com 5 anos. As qualidades de Rubi e a sintonia entre os dois cedo se evidenciou e no fim do ano começaram a disputar as provas para cavalos de 6 anos.

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Gonçalo refere “Eu não tinha noção do que era o ensino. Nunca tinha visto uma prova. Gostava era de equitação de trabalho, mas experimentei, ganhei e entusiasmei-me. Agora não me vejo a fazer outra cosa e nunca cheguei a experimentar a equitação de trabalho.”

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Ao fim de uns meses, Gonçalo e Rubi estavam em Verden, na Alemanha, a disputar o Campeonato do Mundo para Cavalos Novos na classe de 6 anos. Esta rápida ascensão foi marcada por bons e maus momentos e se por um lado recorda a emoção de ter alcançado a melhor nota atribuída pela cavaleira Martina Hannover aquando da sua admissão ao Projecto para Cavalos Lusitanos no Ensino da Associação Portuguesa de Criadores de Puro Sangue Lusitano, tem ainda presente a sensação de pânico em Verden onde admite que “entrámos os dois às escuras”.

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Seguiu-se um ano de recuperação pós Verden, marcado por bons resultados a nível nacional, até que atingem o nível de Grande Prémio, cerca de 4 anos depois de terem iniciado o trabalho em conjunto.

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Desde o inicio, Rubi e Gonçalo, compatibilizaram a carreira desportiva com as funções na Escola Portuguesa de Arte Equestre, tendo alcançado o estatuto mais elevado que é a execução da reprise a solo nas apresentações da Escola. Sobre a compatibilização entre a carreira desportiva e a vertente de equitação clássica, Gonçalo realça que “tento fazer um bocadinho dos dois. Os meus objectivos são sempre a ligeireza e a descontracção embora com o rigor imposto pelo desporto. Um cavalo bem ensinado tem que ser um cavalo ligeiro e descontraído.”

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Todo este percurso se deveu a uma extrema dedicação de Gonçalo a Rubi, cujas principais características salienta: “é extremamente dócil e muito mimado. Tem uma cabeça formidável e aprende muito rápido e tem características naturais que lhe dão vantagens e pontos, como a consistência, cadência e regularidade”. Características que como garanhão parece transmitir aos descendentes.

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Para além de Rubi, Gonçalo desenvolve a sua actividade por conta própria, como cavaleiro de ensino e equitador, ensinando cavalos e cavaleiros. É também uma presença assídua em classes de modelo e andamentos, preparando e apresentando poldros à mão. Gonçalo refere que tenta na medida do possível ser o mais versátil possível “quero saber fazer um pouco de tudo mas especializar-me no ensino”, acrescentando sobre o seu trabalho de apresentação que “apesar de muita gente achar que é um descrédito, é uma actividade que gosto muito”.

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A participação nos Jogos Equestres Mundiais (WEG) 2010 em Kentucky, Estado Unidos, é para Gonçalo “o pico da minha carreira. A prova mais importante que vou fazer”, “vou fazer o melhor e o possível para que o cavalo esteja no pico da sua forma nessa altura”.

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Gonçalo já iniciou a preparação de Rubi há algum tempo, tendo participado em vários internacionais desde o inicio do ano, de onde destacamos a participação na Sunshine Tour – Rota do Sol, em Vejer de la Frontera – Espanha, onde alcançou 73,70% no Freestyle, e onde estreou uma nova música que pessoalmente considera que se adapta muito bem à coreografia que idealizou para Rubi.

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A adaptação às condições climatéricas também fez parte do treino para os WEG, pois como refere sobre Rubi “ele não reage muito bem ao calor”. A última competição onde se apresentaram foi o concurso internacional de Vidauban, em França, no inicio de Agosto, onde se mostraram na melhor forma, e está ainda previsto um estágio com a Kyra Kyrklund e toda a equipa portuguesa no inicio de Setembro, antes de iniciarem o caminho rumo a Kentucky.

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No horizonte continuará sempre uma participação nas Olimpíadas de 2012 em Londres, mas por agora a Dressage Portugal faz votos para que Gonçalo e Rubi brilhem como nunca em Kentucky!

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Alguns dados sobre as características de Rubi e o palmarés desportivo do conjunto

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Rubi (AR – Coudelaria de Alter, por: Batial X He-xila por Xaquiro) é um garanhão recomendado pela Associação de Criadores de Puro Sangue Lusitano, com 72 pontos.

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2008

Vice-campeão de Portugal em nível de Grande Prémio.
Apuramento para o campeonato europeu de 2009.
5º Lugar internacional na “ Rota do Sol” em Espanha em nível de Grande Prémio e 1º Português.
Entrada para a equipa Nacional de Dressage em Grande Prémio.
1º Lugar na I Jornada da Taça de Portugal em nível de Grande Prémio.
2º Lugar na II Jornada da Taça de Portugal a nível de Grande Prémio.
Espectáculo pela EPAE na Feira da Golegã em “solo”.

2007

2º e 3º lugar no Campeonato de Portugal a nível de Grande Prémio.
1º Lugar em nível de Grande Prémio nas poules do Centro Hípico da Costa do Estoril.
Apresentação pela EPAE do mais importante “número” de tal instituição, o “solo” ( na Feira Internacional do Cavalo, Golegã).

2006

Campeão da III Taça Ibérica Internacional do nível de S. Jorge/ Intermediária I.
Vice-campeão da Taça de Portugal de Dressage em nível de S. Jorge.
Vice-campeão do Festival Internacional de Puro Sangue Lusitano em Dressage no nível S. Jorge.

2005

Campeão do Festival Internacional de Puro Sangue Lusitano em Dressage no nível Complementar.
2º Lugar na II Taça Ibérica Internacional de Dressage.
3º Lugar na Taça de Portugal do nível Complementar.

2004

2º Lugar na 1ª Taça Ibérica Internacional de Dressage, realizada em Portugal.
Campeão Nacional de cavalos de 6 anos de Dressage.
Campeão da Taça de Portugal de Dressage de cavalos de 6 anos.
Participação no Campeonato do mundo de Dressage com o 23º lugar (em Verden, Alemanha).
Apresentação pela EPAE do mais importante “número” de tal instituição, o “solo” (no Festival Internacional do Puro Sangue Lusitano).
1º Lugar nas provas de admissão à Selecção Nacional de cavalos novos para o projecto da Associação Portuguesa do Puro Sangue Lusitano com a cavaleira Olímpica Martina Hannover

(fonte: Lista de garanhões | FAR)