WEG | Mafalda Galiza Mendes e D’Artagnan de “impossível” a campeão.
Mafalda Galiza Mendes e D’Artagnan foram o melhor conjunto português nos Jogos Equestres Mundiais. A estudante de veterinária, ambiciosa e com uma enorme força de espírito, Mafalda Galiza Mendes vai conquistando louros ao lado de D’arti, um cavalo no qual não acreditou à primeira vista mas com o qual se realiza nas competições mundiais.
Texto: Joana Esparteiro | Fotografias: Gonçalo Soares
Em entrevista à Dressage Portugal, Mafalda Galiza Mendes revela que D’Artagnan ou D´arti como lhe prefere chamar, foi um cavalo muito desejado e que muitas foram as viagens para o encontrar. Quando o conheceu, em Madrid através de Nuno Palma, Mafalda achou que era um animal com “algumas resistências, medos, um cavalo complicado”.
Mesmo assim, o seu pai, insistiu na compra de D’arti e disse que “o sucesso ou o insucesso” do cavalo ficavam por sua conta. Assim, a sábia experiência de Mário Galiza Mendes assinou a chegada de D’arti e as vitórias do conjunto.
Quando o D’arti chegou a casa tinha pouca afinidade com pessoas, com cães e até com outros cavalos mas, aos poucos, “foi-se adaptando a mim, ao meu pai e ao tratador que trata dele todos os dias tendo criando uma afinidade com os três” – diz Mafalda – sendo difícil ser outra pessoa a entrar na box uma vez que a sua reacção é imprevisível.
Ao nível da competição, Mafalda e D’arti estrearam-se no Jockey, ainda em Juniores, e saíram-se muito bem. Situações semelhantes foram acontecendo na Rota do Sol, em Toledo e no primeiro, e único, ano de Young Riders.
Entre risos, Mafalda conta que os espanhóis, aquando do concurso da Rota do Sol, faziam comentários acerca do cavalo dizendo “Ele vai fugir contigo!” mas a fuga foi rumo ao sucesso e D’arti fugiu com Mafalda até ao 6.º lugar no Campeonato da Europa, realizado em Portugal, e uma extraordinária medalha de bronze na Final da Taça do Mundo em Frankfurt, em 2009.
2010 É o seu primeiro ano no escalão Séniore e Mafalda considera que “correu super bem”. O facto de ter estado em pista na Rota Sol todos os dias, excepto um, deixou-a particularmente feliz, já na Comporta as notas não foram tão altas como em concursos anteriores mas “o mais importante para mim é eu sentir bem o cavalo, sentir-me bem em prova e isso foi conseguido”.
A qualificação para os Jogos Equestres Mundiais foi uma grande vitória, para a cavaleira e o eu maior objectivo é “manter as médias (…) Principalmente entre 67/68” ficando muito contente se a meta final fosse o Grande Prémio Especial mas “é preciso ter os pés bem assentes na terra”.
Na sua vida, Mafalda, consegue assim conciliar o mundo dos cavalos com o estudo da Medicina Veterinária, embora admita que “é complicado ter que estudar e ter que montar porque quando o nível aumenta, quer nos cavalos quer na faculdade, mais tempo tenho que dedicar a cada uma das coisas”. O apoio do pai, que diz ser “a 200%”, quer no âmbito dos cavalos quer no da veterinária, bem como dos restantes elementos da família e da equipa com que trabalha, é fundamental para os seus sucessos e destaca que pequenas tarefas como o facto de a avó lhe arrumar a roupa para os concursos fazem toda a diferença na sua vida porque “não há tempo para tudo”.
Como projectos para o futuro, Mafalda conta conciliar a veterinária com a vida que tem nos cavalos “É uma ligação que não consigo descrever e nunca na vida poderia deixar. Faz parte da minha vida” – diz, podendo completar a veterinária com os cavalos e vice-versa porque “são duas coisas que se conciliam. Quer a vida que eu tenho nos cavalos me vai ajudar imenso na veterinária quer a veterinária me ajudará na parte dos cavalos”.
Fazendo votos de muito sucesso para o conjunto Mafalda e D`Artagnan, a DP acompanhará os próximos passos.















